A Cimed colocou R$ 80 milhões em uma marca que ainda não chegou à prateleira. A Mili, primeira linha de skincare da farmacêutica voltada ao consumidor final, estreia em janeiro de 2027 com sete produtos fabricados na Coreia do Sul e preços entre R$ 70 e R$ 200. A meta: R$ 150 milhões no primeiro ano.

O CEO João Adibe resumiu o posicionamento em uma frase: quer ser a "fast fashion" da categoria. Não disputa com La Roche-Posay ou Vichy. Ocupa a faixa em que a farmácia brasileira já vende volume. Antes de fechar o fornecedor, o time passou três meses na Ásia, percorreu 18 cidades e mapeou mais de 60 parceiros. A fórmula usa o METAexosome L55 com peptídeos; a Cimed comercializa e distribui no Brasil, presente em mais de 98% das farmácias.

Desde que fundei a Sweet Professional e a BE Factory, em 2011, vejo o mesmo padrão: marca forte nasce de canal, preço e clareza sobre para quem fala — não só de ativo.

Três lições da Mili:

1. Defina a faixa de preço antes do lançamento. Adibe diz que um dos maiores erros é lançar caro demais ou "nascer preço e morrer preço". Entre R$ 70 e R$ 200 há mercado.

2. Canal é estratégia, não detalhe. Farmácia e perfumaria já são o território da Cimed. A marca aproveita o que a empresa já domina.

3. Tecnologia global, varejo local. Produzir na Coreia e vender no Brasil não é importação genérica: é produto feito para a Anvisa e para o consumidor brasileiro.

É a lógica do Crie Seu Produto, programa da BE Factory: começar com 36 unidades, validar com clientes reais e só então escalar.

Qual faixa de preço e canal a sua marca ainda não escolheu? Me chama no WhatsApp e vamos conversar.

Foto: linha Mili, skincare da Cimed. Crédito: Divulgação/Cimed.